domingo, 20 de março de 2016

“Olhando a Crise em Perspectiva: Quais os Ganhos e Perdas?” ● Leandro Ka...







Publicado em 1 de mar de 2016
“Olhando a Crise em Perspectiva: Quais os Ganhos e Perdas?” ● Leandro
Palestra realizada dia 19/02/16 - TRT Goiás

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Leandro Karnal | O mundo que nos formou está obsoleto?





Publicado em 20 de ago de 2015
Trecho da palestra de Leandro Karnal no 3° Congresso sobre Gestão de Pessoas do Setor Público Paulista.

Link para o vídeo completo: www.youtu.be/NSQA7vH1ZtQ

Karnal aponta alguns transformações marcadas pela velocidade nas dinâmicas sociais.

Leandro Karnal é um historiador brasileiro, atualmente professor da UNICAMP na área de História da América. Foi também curador de diversas exposições, como A Escrita da Memória, em São Paulo, tendo colaborado ainda na elaboração curatorial de museus, como o Museu da Língua Portuguesa em São Paulo. Graduado em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e doutor pela Universidade de São Paulo, Karnal tem publicações sobre o ensino de História, bem como sobre História da América e História das Religiões.

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sábado, 19 de março de 2016

Leandro Karnal | Hamlet é o anti-facebook







Publicado em 3 de mai de 2015
Trecho do Café Filosófico ¨Hamlet de Shakespeare e o mundo como palco¨, Com Leandro Karnal, abril de 2015.

“Hamlet é o anti-Facebook. Ele não só não é feliz como não faz questão de parecer feliz. Hamlet é melancólico. Tem uma consciência brutal. E quem tem consciência brutal não sorri nem compartilha sua vida medíocre o tempo todo”, disse o historiador durante o Café Filosófico CPFL “Hamlet de Shakespeare e o mundo como palco”

Para o palestrante, o mundo de artificialidades postado diariamente no Facebook é um mundo destituído de consciência. Um mundo que não se conhece e se nega a envelhecer. “As dores que nós inventamos – familiares, financeiras – é o disfarce de uma dor maior. Uma dor não falada. Quando as pessoas começarão a ser e deixarão de não ser?”, questiona.

O estoicismo de Hamlet, disse Karnal, é o estoicismo de quem se conhece e não se ofende. “A consciência moderna nos leva ao grande mal da humanidade: a solidão estrutural. A modernidade nos trouxe a diversidade política e religiosa. Como não tenho amigos, tenho 3.000 no ‘Face’. Como não tenho nada interessante para mostrar, eu fotografo tudo. Isso é sinal não de um Narciso fraco, mas um Narciso que não ouve ninguém. A solidão individual a dois ou a três é a norma de todas as pessoas.”

Segundo o historiador, somos cada vez mais solitários porque temos cada vez mais dificuldade em estabelecer algo orgânico e significativo com o mundo. Na peça de Shakespeare, o príncipe se questiona o tempo todo. Hamlet pergunta à caveira diante da morte inevitável: “quem eu sou de verdade? Quem sou eu que preciso estar presente em tantos personagens? Por que preciso que tanta gente me veja?”. A pergunta se estende à plateia: o que somos de verdade com ou sem o apoio da igreja, da família e de outras instituições para as quais estamos sempre cumprindo papéis? “Se a família te apoiar ou te criticar, você continuará sozinho”, diz Karnal.

Para o historiador, a fala reflexiva de Hamlet desapareceu no mundo contemporâneo. “Quando penso no que estou dizendo, digo menos, porque é mais significativo. O restaurante por quilo é uma maravilha. Mas restringiu todos os alimentos ao mesmo sabor. Quando não tenho sabor nas coisas que eu vivo e faço, eu multiplico as coisas que vivo e faço. Eu não suporto ficar em casa comigo mesmo. Por isso preciso viajar o tempo todo. Prefiro o caos do aeroporto ao silêncio de casa.”

Essa ausência de consciência, segundo ele, é observada diante do medo de encarar a morte como um caminho inevitável. “A sabedoria é a preparação para dar sentido à vida de quem morre. A vida, sem a morte, seria insuportável. Como não aceitamos o envelhecimento, criamos crianças que devem viver uma infância cada vez mais longa e protegida. Mas é bom dizer às crianças que elas precisam deixar de ser crianças.”

Para fugir deste encontro, no entanto, as pessoas seguem encenando. Preferem se sentir vigiadas a se sentirem sozinhas. Preferem a crítica ao abandono. “Quem eu seria se eu estivesse absolutamente só no mundo? Resposta: seremos solitários com outros solitários.”

“Quanto mais escrevo ‘KKK’ no Facebook, mais estou triste. Preciso que o mundo ‘curta’ a vida que acho insuportável. Da mesma forma, precisamos de hospício para imaginar que, estando fora, não somos loucos.”

Para Karnal, o que Hamlet nos diz é: só interpretamos cenas, etiquetas e formalidades porque não aguentamos saber que todos fazem parte de um teatro. Hamlet, lembrou o palestrante, não governou seu reino. Ele foi o primeiro homem livre. O primeiro homem moderno. E pagou um preço altíssimo por isso.

“Tente descobrir vagamente quem você é. Você não será feliz. Mas sua consciência o impedirá a ser vazio. E você não precisará postar o tempo todo na internet.”

Segundo o palestrante, vivemos hoje um momento de pura burrice argumentativa. “A nossa capacidade de ouvir está muito baixa. Quando não quero ouvir, a solução é a guerra civil. Há quem defenda: ‘vamos dividir o país’. A primeira condição da política é o diálogo. O seu ódio do outro é o seu medo de si. O diálogo nos humaniza.”

sexta-feira, 11 de março de 2016

Mario Vargas Llosa - 13/05/2013





Publicado em 19 de mar de 2015
Escritor, político e jornalista peruano fala sobre sua obra e a literatura no mundo de hoje

Sendero luminoso, su nacimiento en Perú







Enviado em 13 de fev de 2012
My great movie.

Sendero Luminoso: El terror que un peruano no se debe olvidar





Publicado em 30 de mar de 2012
Abimael Guzmán Reynoso, líder de la organización terrorista Sendero Luminoso, es sinónimo de terror, violencia y barbarie, su rostro es el que los peruanos no debemos olvidar jamás.




Guzmán, quien se proclamó como "Presidente Gonzalo", abrazó una ideología insana e irracional, que desató una infernal guerra desde los caceríos más lejanos hasta la ciudad y provocó la muerte de más de 69 mil peruanos.




Desde mayo de 1980, tiempo en el que grupo lanzó su guerra contra el gobierno peruano quemando papeletas electorales en Chuschi, un pueblo cercano a Ayacucho, con el propósito de irrumpir contra las primeras elecciones democráticas del país desde 1964, hasta 1992, año en el que es capturado este cabecilla, el Perú sufrío días de pánico y desesperación.




Tras el Conflicto Armado Interno, como dijo el presidente de la Comisión de la Verdad y Reconciliación (CVR), Salomón Lerner, "debemos tomar partido por la memoria, un país desmemoriado tiende a repetir la misma trágica historia de dolor y terror".

S21 A Máquina de Morte do Khmer Vermelho prt1



Publicado em 30 de set de 2013

domingo, 28 de fevereiro de 2016

The New Deal in Three Minutes





Publicado em 23 de abr de 2013
APUSH Test Stress? Check out our review! https://www.youtube.com/watch?v=QXrBN...

How it Happened US History

FDR's plan for recovery from the Great Depression, the New Deal.
Check out the prequel on the Great Depression here:
http://www.youtube.com/watch?v=wAZ-Rp...
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New Deal (Novo Acordo)

sábado, 27 de fevereiro de 2016

The Stock Market Crash of 1929: Effects, Date, Timeline, Aftermath, Caus...







Publicado em 21 de jul de 2015
The Roaring Twenties, the decade that followed World War I and led to the Crash,[4] was a time of wealth and excess. Building on post-war optimism, rural Americans emigrated to the cities in vast numbers throughout the decade with the hopes of finding a more prosperous life in the ever growing expansion of America's industrial sector.[5] While the American cities prospered, the vast emigration from rural areas continued to neglect the US agriculture industry, and created widespread financial despair among American farmers throughout the decade.[5] This would later be blamed as one of the key factors that led to the 1929 stock market crash.[6]

Despite the dangers of speculation, many believed that the stock market would continue to rise indefinitely. On March 25, 1929, after the Federal Reserve warned of excessive speculation, a mini crash occurred as investors started to sell stocks at a rapid pace, exposing the market's shaky foundation.[7] Two days later, banker Charles E. Mitchell announced his company the National City Bank would provide $25 million in credit to stop the market's slide.[7] Mitchell's move brought a temporary halt to the financial crisis and call money declined from 20 to eight percent.[7] However, the American economy showed ominous signs of trouble.[7] Steel production declined.[quantify] Construction was sluggish.[quantify] Automobile sales went down.[quantify] Consumers were building up high debts[quantify] because of easy credit.[7] Despite all these economic trouble signs and the market breaks of March and May 1929, stocks resumed their advance in June and the gains continued almost unabated until early September 1929 (the Dow Jones average gained more than 20% between June and September). The market had been on a nine-year run that saw the Dow Jones Industrial Average increase in value tenfold, peaking at 381.17 on September 3, 1929.[7] Shortly before the crash, economist Irving Fisher famously proclaimed, "Stock prices have reached what looks like a permanently high plateau."[8] The optimism and financial gains of the great bull market were shaken on September 18, 1929, when prices on the New York Stock Exchange (NYSE) abruptly fell a few days after a well publicized warning from financial expert Roger Babson that "a crash was coming". The initial September decline was thus called the "Babson Break" in the press.

On September 20, the London Stock Exchange officially crashed when top British investor Clarence Hatry and many of his associates were jailed for fraud and forgery.[9] The London crash greatly weakened the optimism of American investment in markets overseas.[9] In the days leading up to the crash, the market was severely unstable. Periods of selling and high volumes were interspersed with brief periods of rising prices and recovery. Economist and author Jude Wanniski later correlated these swings with the prospects for passage of the Smoot–Hawley Tariff Act, which was then being debated in Congress.[10]

On October 24 ("Black Thursday"), the market lost 11 percent of its value at the opening bell on very heavy trading. The huge volume meant that the report of prices on the ticker tape in brokerage offices around the nation was hours late, so investors had no idea what most stocks were actually trading for at that moment, increasing panic. Several leading Wall Street bankers met to find a solution to the panic and chaos on the trading floor.[11] The meeting included Thomas W. Lamont, acting head of Morgan Bank; Albert Wiggin, head of the Chase National Bank; and Charles E. Mitchell, president of the National City Bank of New York. They chose Richard Whitney, vice president of the Exchange, to act on their behalf.

Academics see the Wall Street Crash of 1929 as part of a historical process that was a part of the new theories of boom and bust. According to economists such as Joseph Schumpeter, Nikolai Kondratiev and Charles E. Mitchell the crash was merely a historical event in the continuing process known as economic cycles. The impact of the crash was merely to increase the speed at which the cycle proceeded to its next level.

Milton Friedman's A Monetary History of the United States, co-written with Anna Schwartz, advances the argument that what made the "great contraction" so severe was not the downturn in the business cycle, protectionism, or the 1929 stock market crash in themselves - but instead, according to Friedman, what plunged the country into a deep depression was the collapse of the banking system during three waves of panics over the 1930–33 period.

https://en.wikipedia.org/wiki/Wall_St...
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BBC2 Documentary 1929 The Great Crash 1929





Publicado em 27 de jun de 2014
Brief History of that other economic designed crash of 1929
BBC documentary

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A Natureza - o templo máximo





Filosofia de Vida ● Leandro Karnal ● Palestra







Publicado em 17 de nov de 2015
Filosofia de Vida ● Leandro Karnal ● Palestra
Leandro Karnal - Pagina oficial: https://www.facebook.com/prof.leandro...

Palestra realizada por Leandro Karnal em Itaparica - Bahia
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domingo, 31 de janeiro de 2016

Provocações sobre ética ● Leandro Karnal ● Palestra




Publicado em 28 de nov de 2015
Provocações sobre ética ● Leandro Karnal ● Palestra
Unidade Central de Recursos Humanos
Leandro Karnal (Karnal)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Café Filosófico com Luc Ferry e Jorge Forbes





Publicado em 19 de ago de 2012
Filosofia para um novo tempo: Café Filosófico com Luc Ferry e Jorge Forbes exibida pela TV Cultura - 5 de agosto de 2012.
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Bertrand Russell - Mensagem para o futuro. Legendado





Publicado em 14 de abr de 2013
Bertand Russel dá dois conselhos para as gerações futuras baseado no que aprendeu.
O primeiro conselho é sobre aceitar o que os fatos mostram.
O segundo conselho é sobre a importância do amor acima do ódio.
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Bertrand Russell

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Encontre fontes: Google (notíciaslivros e acadêmico)
Bertrand Russell Medalha Nobel
Nome completoBertrand Arthur William Russell
Data de nascimento18 de maio de 1872
Local de nascimentoRavenscroft
NacionalidadeReino Unido Britânico
Data de morte2 de fevereiro de 1970 (97 anos)
Local de mortePenrhyndeudraeth
OcupaçãoMatemáticafilosofia
CidadaniaReino Unido Britânico
Magnum opusCrimes de guerra no Vietname
PrêmiosMedalha De Morgan (1932)
Bertrand Arthur William Russell, 3.º Conde Russell OM FRS[1] (RavenscroftPaís de Gales18 de Maio de 1872 — Penrhyndeudraeth, País de Gales, 2 de Fevereiro de 1970) foi um dos mais influentes matemáticosfilósofos e lógicos que viveram no século XX. Em vários momentos na sua vida, ele se considerou um liberal, um socialista e um pacifista. Mas, também admitiu que nunca foi nenhuma dessas coisas em um sentido profundo.[2] Sendo um popularizador da filosofia, Russell foi respeitado por inúmeras pessoas como uma espécie de profeta da vida racional e da criatividade. A sua postura em vários temas foi controversa.[3]
Russell nasceu em 1872, no auge do poderio económico e político do Reino Unido, e morreu em 1970, vítima de uma gripe, quando o império se tinha desmoronado e o seu poder drenado em duas guerras vitoriosas mas debilitantes. Até à sua morte, a sua voz deteve sempre autoridade moral, uma vez que ele foi um crítico influente das armas nucleares e da guerra estadunidense no Vietnã. Era inquieto.[4]
Recebeu o Nobel de Literatura de 1950, "em reconhecimento dos seus variados e significativos escritos, nos quais ele lutou por ideais humanitários e pela liberdade do pensamento".[5]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Bertrand Russell pertenceu a uma família aristocrática inglesa. O seu avô paterno, Lord John Russell tinha sido primeiro-ministro nos anos 1840 e era ele próprio o segundo filho do sexto duque de Bedford, de uma família whig (partido liberal, que no século XIX foi muito influente e alternava no poder com os conservadores- "tories"). Os seus pais eram extremamente radicais para o seu tempo. O seu pai, o visconde de Amberley, que faleceu quando Bertrand tinha 4 anos, era um ateísta que se resignou com o romance de sua mulher com o tutor de suas crianças. A sua mãe, viscondessa Amberley (que faleceu quando Bertrand tinha 2 anos de idade) pertencia a uma família aristocrática, era irmã de Rosalinda, condessa de Carlisle. O padrinho de Bertrand foi o filósofo utilitarista John Stuart Mill.[6]
Visconde de Amberley, pai deBertrand Russell
Apesar dessa origem algo excêntrica, a infância de Russell leva um rumo relativamente convencional. Após a morte de seus pais, Russell e o seu irmão mais velho Frank (o futuro segundo conde) foram educados pelos avós, bem no espírito vitoriano - o conde Lord John Russell e a condessa Russell, sua segunda mulher, Lady Frances Elliott. Com a perspectiva do casamento, Russell despede-se definitivamente das expectativas dos seus avós.
Russell conheceu, inicialmente, a Quaker americana Alys Pearsall Smith quando tinha 17 anos de idade. Apaixonou-se pela sua personalidade puritana e inteligente, ligada a vários activistas educacionais e religiosos, tendo casado com ela em Dezembro de 1894.
O casamento acabou com a separação em 1911. Russell nunca tinha sido fiel; teve vários casos com, entre outras, Lady Ottoline Morrell (meia-irmã do sexto duque de Portland) e a actriz Lady Constance Malleson.
Russell estudou filosofia na Universidade de Cambridge, tendo iniciado os estudos em 1890.[7] Tornou-se membro (fellow) do Trinity College em 1908. Pacifista, e recusando alistar-se durante a Primeira Guerra Mundial, perdeu a cátedra do Trinity College e esteve preso durante seis meses. Nesse período, escreveu a Introdução à Filosofia da Matemática. Em 1920, Russell viajou até à Rússia, tendo posteriormente sido professor de filosofia em Pequim por um ano.
Em 1921, após a perda do professorado, divorciou-se de Alys e casou com Dora Russell, nascida Dora Black. Os seus filhos foram John Conrad Russell (que sucedeu brevemente ao seu pai como o quarto duque Russell) e Lady Katherine Russell, agora Lady Katherine Tait). Russell financiou-se durante esse tempo com a escrita de livros populares explicando matérias deFísicaÉtica e Educação para os leigos. Conjuntamente com Dora, fundou a escola experimental de Beacon Hill em 1927.
Com a morte do seu irmão mais velho em 1931, Russell tornou-se o terceiro conde Russell. Foi, no entanto, muito raro que alguém se lhe tenha referido por este nome.
Após o fim do casamento com Dora e o adultério dela com um jornalista americano, em 1936, ele casou pela terceira vez com uma estudante universitária de Oxford chamada Patricia ("Peter") Spence. Ela tinha sido a governanta de suas crianças no verão de 1930. Russell e Peter tiveram um filho, Conrad.
Na primavera de 1939, Russell foi viver nos Estados Unidos, em Santa Barbara, para ensinar na Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Foi nomeado professor no City College deNova Iorque pouco tempo depois, mas depois de controvérsia pública, a sua nomeação foi anulada por tribunal: as suas opiniões secularistas, como as encontradas em seu livroMarriage and Morals, tornaram-no "moralmente impróprio" para o ensino no college. Seu livro "Why I Am Not a Christian" que foi uma pronunciação realizada nos anos 20 na seção sul da National Secular Society de Londres e o ensaio "Aquilo em que Creio" foram outros textos que causaram a confusão. (Existe uma pequena história da crise gerada pelo impedimento de Russell de lecionar no City Collegena introdução da edição brasileira da coletânea ensaios de Russell chamada: "Por que não sou cristão: e outros ensaios sobre religião e assuntos correlatos"). Regressou à Grã-Bretanha em 1944, tendo voltado a integrar a faculdade do Trinity College.
Em 1952, Russell divorciou-se de Patrícia e casou-se, pela quarta vez, com Edith (Finch). Eles conheciam-se desde 1925. Ela tinha ensinado inglês no Bryn Mawr College, perto de Filadélfia, nos Estados Unidos.
Em 1962, já com noventa anos, mediou o conflito dos mísseis de Cuba para evitar que se desencadeasse um ataque militar. Organizou com Albert Einstein o movimento Pugwash que luta contra a proliferação de armas nucleares.
Bertrand Russell escreveu a sua autobiografia em três volumes nos finais dos anos 60 e faleceu em 1970 no País de Gales. As suas cinzas foram dispersas sobre as montanhas galesas.[8]
Foi sucedido nos seus títulos pelo seu filho do segundo casamento com Dora Russell Black, e, posteriormente, pelo seu filho mais novo (do seu casamento com Peter). Seu filho mais novo, Conrad (nome dado em homenagem ao seu amigo, Joseph Conrad), quinto duque Russell, é um membro da Câmara dos Lordes e um respeitado académico britânico.

Ideias filosóficas[editar | editar código-fonte]

Durante sua longa vida, Russell elaborou algumas das mais influentes teses filosóficas do século XX, e, com elas, ajudou a fomentar uma das suas tradições filosóficas, a assim chamada Filosofia Analítica. Dentre essas teses, destacam-se a tese logicista, ou da lógica simbólica, de fundamentação da Matemática. Segundo Russell, todas as verdades matemáticas - e não apenas as da aritmética, como pensava Gottlob Frege- poderiam ser deduzidas a partir de umas poucas verdades lógicas, e todos os conceitos matemáticos reduzidos a uns poucos conceitos lógicos primitivos.
Um dos elementos impulsionadores desse projeto foi a descoberta, em 1901, de um paradoxo no sistema lógico de Frege: o chamado paradoxo de Russell. A solução de Russell - para esse e outros paradoxos - foi a teoria dos tipos (inicialmente, a teoria simples dos tipos; posteriormente, a teoria ramificada dos tipos), um dos pilares do seu logicismo. Trata-se, segundo Russell, de se imporem certas restrições à suposição de que qualquer propriedade que pode ser predicada de uma entidade de um tipo lógico possa ser predicada com significado de qualquer entidade de outro ou do mesmo tipo lógico. O tipo de uma propriedade deve ser de uma ordem superior ao tipo de qualquer entidade da qual a propriedade possa com significado ser predicada.
Como outro pilar desse projeto, Russell concebeu a teoria das descrições definidas, apresentada em franca oposição a algumas de suas antigas ideias - em especial, as contidas em sua teoria do significado e da denotação defendida no seu livro The Principles of Mathematics - e à teoria do sentido e referência de Frege. Para Russell, a análise lógica precisa de frases declarativas contendo descrições definidas - expressões como p.ex. "o número primo par", "o atual rei da França", etc. - deve deixar clara que, contrariamente às aparências, essas frases não expressam proposições singulares - algumas vezes denominadas proposições russellianas -, mas proposições gerais. p.ex., a frase
(1) O número primo par é maior do que 1,
embora superficialmente tenha a mesma estrutura da frase
(2) Isto é vermelho,
ou seja, aparente como (2) representar uma proposição singular, realmente representa uma proposição geral. Para Russell, (1) analisa-se assim:
(1') Existe pelo menos um número primo par, e existe no máximo um número primo par, e ele é maior do que 1.
Assim, tal análise deixaria transparente que descrições definidas funcionam logicamente como quantificadores. Contrariamente à sua antiga teoria do significado e da denotação -- e à teoria do sentido e referência de Frege--, a teoria das descrições definidas de Russell não associa às descrições definidas significado e denotação -- sentido e referência. Segundo Russell, tais expressões desempenham um papel semântico bastante diferente, qual seja, o de denotar ( quando existe o objeto descrito pela descrição definida). Por outro lado, as expressões que desempenhariam o papel de referirem-se diretamente aos objetos seriam "nomes em sentido lógico" (nomes logicamente próprios), como chamou Russell. Um dos seus exemplos preferidos de nomes logicamente próprios são os pronomes demonstrativos: "isto", "este", etc.
Russell também estendeu a sua análise de frases contendo descrições definidas para frases contendo nomes próprios ordinários. Segundo ele, nomes próprios ordinários seriam, de fato, abreviações de descrições definidas que porventura se têm em mente quando se usam tais nomes. P.ex., "Aristóteles" poderia ser uma abreviação de uma descrição como "o maior discípulo de Platão". (Tal concepção a respeito de nomes próprios ordinários -- uma forma de descritivismo -- foi um dos alvos de Saul Kripke em Naming and Necessity, que ali defendeu uma forma de millianismo.)
Em estreita harmonia com essas teses lógico-semânticas, Russell desenvolveu algumas teses de teoria do conhecimento, em particular, a distinção entre conhecimento direto (by acquaintance) e conhecimento por descrição. Assim, o conhecimento que se tem de uma mancha vermelha numa parede, para Russell, poderia ser expresso numa frase como (2); por outro lado, o conhecimeto que se tem dos números e de suas relações, p.ex., que 2 é maior do que 1, envolveria conceitos lógicos, e não o conhecimento direto dos números. Russell formulou a relação entre essas duas formas de conhecimento no seguinte princípio: todo o conhecimento envolve a relação direta do sujeito cognoscente com algum objeto (a relação de conhecer diretamente ou, conversamente, de apresentação de um objeto a um sujeito cognoscente), mesmo que esse conhecimento seja conhecimento por descrição de outro objeto.
Da volumosa obra de Russell, destacam-se o seu livro de 1903, The Principles of Mathematics (que consiste numa apresentação informal do projeto logicista de Russell); o clássico artigo de 1905, "On Denoting" (em que Russell apresenta pela primeira vez ao público sua teoria das descrições definidas); o livro em três volumes, em co-autoria com o A.N.Whitehead, publicados entre 1910 e 1913, intitulado Principia Mathematica (a segunda edição, de 1925, contem importantes modificações no projeto logicista de Russell-Whitehead); o seu artigo de 1910-11,"Knowledge by Acquaintance and Knowledge by Description"; e as conferências proferidas no inverno de 1917-18, reunidas sob o título The Philosophy of Logical Atomism.
PortalA Wikipédia possui o:
Portal de Filosofia
“Man is part of Nature, not something contrasted with Nature” (Bertrand Russel, 1925. What I Believe)
A ética ecocêntrica coloca a natureza como tema central do planeta e o homem como parte dela. Esta concepção se contrapõe à ética antropocêntrica, adotada pela cultura tradicional europeia, que considera o homem como o centro e senhor do universo e a natureza como subordinada aos seus interesses. A visão ecocêntrica parte de dois princípios: em primeiro lugar, considera que todos os seres que compõem a natureza, da mesma forma que o homem tem direito à vida; segundo, que é impossível preservar o homem se a natureza for destruída. Quer dizer: estamos todos em um mesmo barco. Ou nos salvamos todos ou não se salva ninguém. Além disso, a ética ecocêntrica responsabiliza o homem pela salvação de todos, pois ele é o único que tem consciência do que está acontecendo e é o que mais destrói.

Causas políticas[editar | editar código-fonte]

Russell passou os anos 1950 e 1960 envolvido em várias causas políticas, principalmente relacionadas com o desarmamento nuclear e a oposição à Guerra do Vietnã[9] . O Manifesto Russell-Einstein de 1955 foi um documento pedindo o desarmamento nuclear assinado por 11 dos físicos nucleares mais proeminentes e intelectuais da época. Ele escreveu muitas cartas aos líderes mundiais durante este período, e esteve em contato comLionel Rogosin enquanto o último estava filmando seu filme anti-guerra Good Times, Wonderful Times, em 1960. Tornou-se um herói para muitos dos membros da juventude da New Left. No início de 1963, em particular, Russell tornou-se cada vez mais crítico quanto à desaprovação do que ele sentia serem políticas quase genocidas do governo dos EUA no Vietnã do Sul. Em 1963, Russell tornou-se o primeiro destinatário do Jerusalem Prize, um prêmio para os escritores preocupados com a liberdade do indivíduo na sociedade. Em outubro de 1965, ele rasgou o cartão do Partido Trabalhista Inglês Labour Party, porque suspeitava que o partido iria enviar soldados para apoiar os EUA na Guerra do Vietnã. Ao longo de sua vida Russell escreveu diversos livros e ensaios criticando e propondo novas soluções para a sociedade em diferentes momentos, desde a virada do século XIX até boa parte do século XX. Em Roads to Freedom: Socialism, Anarchism, and Syndicalism, o autor sugere um modelo de socialismo de guilda - alternativo ao socialismo soviético -, baseando-se em críticas ao próprio socialismo, bem como ao anarquismo e ao sindicalismo[4]

Visão sobre a sociedade[editar | editar código-fonte]

A visão de Bertrand Russell sobre a sociedade tratou de diversos aspectos ligados a políticaeconomiadireitos humanoséticapacifismo e moral. Seus pontos de vista foram se modificando ao longo de sua vida (morreu aos 98 anos). O artigo Visão de Bertrand Russell sobre a sociedade cobre algumas destas etapas e pontos de vista do filósofo, matemático e ativista social, a partir de seus primeiros escritos em 1896 bem como seu ativismo político e social em longo prazo até sua morte em fevereiro de 1970. Em sua obra "Caminhos para a liberdade[10] , Russell propõe um novo modelo de sociedade baseado em valores como justiça social, máxima liberdade individual e mínimo de controle e opressão de poderes centrais sobre os indivíduos, porém com grande papel do estado para assuntos econômicos e financeiros. Seus pensamentos são baseados no socialismo de guilda e no anarquismo.
Cquote1.svgO sistema que preconizamos é uma forma de socialismo de guilda, tendendo mais talvez para o anarquismo do que o aprovariam inteiramente seus defensores oficiais. É nas questões que os políticos habitualmente ignoram - ciência, arte, relações humanas e alegria de viver - que o anarquismo se mostra mais forte, e é principalmente por causa delas que incluímos em nossa discussão certas propostas mais ou menos anarquistas, como por exemplo, o 'salário do ócio'. É por seus efeitos fora da economia e da política, ao menos tanto quanto por seus efeitos nelas, que um sistema social deve ser julgado. E, se o socialismo um dia vier, é provável que só se revele benéfico se os bens de natureza não econômica forem valorizados e conscientemente procurados.Cquote2.svg
Bertrand Russel[11]

Ativismo[editar | editar código-fonte]

Política e ativismo social ocuparam grande parte do tempo de Russell durante maior parte de sua longa vida, o que torna sua escrita prodigiosa e seminal em uma ampla gama de assuntos, técnicos e não-técnicos, todos bastante notáveis.
Russell manteve-se politicamente ativo até o fim de sua vida, escrevendo para os líderes mundiais exortando-os a respeito de causas que defendia emprestando seu nome a elas. Alguns sustentam que durante seus últimos anos ele deu a seus jovens seguidores licença demais e que usaram seu nome para propósitos estranhos que não teriam sido aprovadas por um Russell mais atento. Há evidências que mostram que ele se tornou ciente disso quando demitiu seu secretário particular, Ralph Schoenman, então um jovem agitador de esquerda radical.

Pacifismo, guerra e armas nucleares[editar | editar código-fonte]

Russell nunca foi um completo pacifista. Ele resistiu a guerras específicas cujas motivações eram contrárias aos interesses da civilização e, portanto, imorais. Embora em seu artigo de 1915 intitulado "The Ethics of War", Russell tenha defendido guerras da colonização, por motivos utilitários, em 1918 já havia mudado de posição abandonando o nacionalismo moderado de anos anteriores em favor do pacifismo. Seu novo posicionamento foi mal recebido pelas autoridades britânicas que o fizeram passar por uma temporada na prisão, conforme narra em seu livro "Portraits from memory" de 1958. Na ocasião em que esteve encarcerado escreveu "Introduction to mathematical philosophy"[12] .
O ativismo de Russell contra a participação britânica na Primeira Guerra Mundial levaram-no a multas, perda de liberdade de circulação no Reino Unido e à não renovação de sua bolsa de estudos na Trinity College,Cambridge.. Ele acabou sendo condenado à prisão em 1918 por interferir na política externa britânica - argumentou que os trabalhadores britânicos devem ser cautelosos com o Exército dos Estados Unidos, pois eles tinham experiência em furar greves. Russell foi libertado depois de cumprir seis meses, mas foi ainda supervisionado de perto até o fim da guerra conforme escreve em "Bertrand Russell e os pacifistas na Primeira Guerra Mundial"
Em 1943, Russell marcou sua posição em relação à guerra com o ensaio: "Relative political pacifism". Ele afirmou que a guerra sempre foi um grande mal, mas em algumas circunstâncias particularmente extremas (como quando Adolf Hitler ameaçou assumir a Europa), afirmou que a guerra - por exemplo, contra o nazismo - poderia ser um mal menor. Nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial, ele apoiou a política de apaziguamento, mas em 1940 reconheceu que, a fim de preservar a democracia, Hitler tinha de ser derrotado. Este mesmo compromisso, relutante, de valor foi compartilhado por seu conhecido A. A. Milne em "Os Dilemas da pacifistas britânicos durante a Segunda Guerra Mundial".
Russell opôs-se constantemente à existência de armas nucleares desde a sua primeira utilização. No entanto, houve uma controversa discussão entre diferentes personalidades da época (décadas de 40 a 60) que ventilaram uma notícia, posteriormente negada por Russell, de que deveria haver um ataque preventivo do ocidente a países comunistas que tentavam obter a tecnologia de armas nucleares, dentre eles o ex-Chancellor of the Exchequer (Ministro da Fazenda do Reino Unido) Nigel Lawson. Nicholas Griffin, da Universidade McMaster, em seu livro The Selected Letters of Bertrand Russell: The Public Years, 1914–1970, (depois de obter uma transcrição do discurso), afirmou que os Estados Unidos e a União Soviética estavam caminhando para um conflito nuclear aberto; neste contexto, Russell teria defendido não o real o uso da bomba atômica, mas o seu uso diplomático como uma fonte enorme de influência para desencorajar a proliferação de novas armas nucleares. Russell teve a oportunidade de esclarecer o caso alegando que defendia o desarmamento mútuo, tanto pelos EUA quanto pela URSS, potências nucleares, de modo que cedessem seus arsenais a alguma forma de governo mundial.
Em 1955, Russell lançou o Manifesto Russell-Einstein, co-assinado por Albert Einstein e outros nove cientistas e intelectuais principais, um documento que levou à primeira das Conferências Pugwash sobre Ciência e Assuntos Mundiais em 1957. Em 1958, Russell tornou-se o primeiro presidente da Campanha para o Desarmamento Nuclear. Demitiu-se dois anos mais tarde, quando o CDN não o apoiou em um ato de desobediência civil, e formou oComitê dos 100. Com quase noventa anos, em setembro de 1961 ele foi preso por uma semana por incitar a desobediência civil, por ter participado de uma grande manifestação chamada ban-the-bomb no Ministério da Defesa, mas a sentença foi anulada por conta de sua idade.
Durante a Crise dos mísseis de Cuba, Russell enviou telegramas tanto para o Presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy, quanto para Nikita Khrushchev da URSS. Foram contactados também o Secretário-Geral U Thant e primeiro-ministro britânico Harold Macmillan. Seus telegramas eram bastante críticos em relação a Kennedy, que ele já havia apontado anteriormente como "mais perigoso do que Hitler"; e tolerantes com Khrushchev. Khrushchev respondeu com uma longa carta, publicada pela agência de notícias russa ITAR-TASS, que foi dirigida principalmente aos Kennedy e ao mundo ocidental [13]
Cada vez mais preocupados com o perigo potencial para a humanidade decorrente de armas nucleares e outras descobertas científicas, Russell também se juntou a EinsteinRobert OppenheimerJoseph Rotblat e outros cientistas eminentes da época para estabelecer a Academia Mundial de Arte e Ciência, que foi formalmente constituída em 1960.
Fundação Bertrand Russell para a paz e sua editora Spokesman Books[14] começaram em 1963 começaram seus trabalhos para levar adiante as propostas de Russell pela pazdireitos humanos e justiça social. Ele começou a oposição pública à política dos EUA no Vietnã com uma carta ao The New York Times, de 28 de Março de 1963. No outono de 1966, ele havia terminado o manuscrito Crimes de Guerra no Vietnã. Em seguida, usando as justificativas americanas para o Tribunal de Nuremberg, Russell e Jean-Paul Sartre, organizaram o que ele chamou de uma tribunal internacional de crimes de guerra, o Tribunal Russell.
Russell criticou as declarações oficiais sobre o assassinato de John F. Kennedy em "16 Perguntas sobre o assassinato", de 1964.

Comunismo e socialismo[editar | editar código-fonte]

Russell inicialmente manifestou grande esperança na "experiência comunista." No entanto, quando visitou a União Soviética e conheceu Vladimir Lenin em 1920, ele ficou impressionado com o sistema em vigor. Em seu retorno, escreveu um tratado crítico, A prática e a teoria do bolchevismo. Ele era "infinitamente infeliz nesta atmosfera sufocada por seu utilitarismo, a sua indiferença ao amor, à beleza e ao impulso de vida". Russell acreditava que Lenin era como um tipo de religioso fanático, frio e sem "nenhum amor pela liberdade". [15] [16] [16]
Ele foi um forte crítico do regime de Joseph Stalin e referia-se ao marxismo como um "sistema de dogmas". [17] . Entre 1945 e 1947, juntamente com a A. J. Ayer e George Orwell, ele contribuiu com uma série de artigos para aPolemic, uma revista de filosofia, psicologia e estética - que teve curta duração - editada pelos ex-comunistas Humphrey Slater [18] [19]
Russell era um consistente entusiasta da democracia e do governo mundial, e defendeu a criação de um governo democrático internacional em alguns dos ensaios reunidos em Elogio ao ócio (1935), bem como em Has Man a Future? (1961). Também discutiu a questão de um governo mundial em uma série de palestras intituladas "Why Men Fight" (1916).
Aquele que acredita como eu, que o intelecto livre é o principal motor do progresso humano, não pode deixar de ser fundamentalmente contra tanto ao bolchevismo, quanto à Igreja de Roma. As esperanças que inspiram comunismo são, em geral, tão admiráveis quanto aquelas instiladas pelo Sermão da Montanha, mas eles são postos em prática com fanatismo e tendem portanto a fazer muito mal
. Bertrand Russell
The Practice and Theory of Bolshevism, 1920, pg. 118
De minha parte, enquanto eu estiver convencido de ser um socialista assim como o mais ardente marxista, eu não considero o socialismo como um evangelho de vingança do proletariado, nem mesmo, "principalmente", como um meio de assegurar a justiça econômica. Considero o socialismo como sendo principalmente um ajuste da produção das máquinas com base em considerações de bom senso, e calculado para aumentar a felicidade, não só de proletários, mas de todos, exceto uma pequena minoria da raça humana que insistirá em combater este novo modelo de maneira tão radical que não será possível estabelecer um novo mundo sem que tal grupo seja derrotado. Bertrand Russell
"The Case for Socialism" (In Praise of Idleness, 1935, pg. 81)
Os métodos modernos de produção nos deram a possibilidade de facilidade e segurança para todos: temos escolhido, em vez disso, ter excesso de trabalho para alguns e fome para os outros. Até agora, nós continuamos a ser tão ativos quanto como éramos antes de haverem as máquinas, nisso fomos tolos, mas não há nenhuma razão para continuarmos sendo tolos para sempre
— Bertrand Russell
In Praise of Idleness, 1935, pg.. 15

Sufrágio feminino[editar | editar código-fonte]

Quando jovem, Russell era um membro da Partido Liberal Britânico e escreveu em favor do sufrágio feminino. Em seu panfleto de 1910, ansiedades Anti-Suffragist, Russell escreveu que alguns homens que se opunham ao sufrágio o faziam porque "...têm medo de que a liberdade deles para agir de maneiras tão prejudiciais para as mulheres fosse reduzida." Em maio de 1907, Russell concorreu para o Parlamento Britãnico levantando a bandeira do sufrágio feminino, mas não foi eleito [20]

Sexualidade[editar | editar código-fonte]

Russell escreveu contra a noção de moralidade vitoriana. O livro O casamento e a moral (1929) expressou sua opinião de que o sexo entre um homem e uma mulher que não são casados ​​entre si não é necessariamente imoral se eles realmente se amam, e defendeu "casamentos experimentais" ou " casamentos de companheirismo" - as relações em que os jovens poderiam legitimamente ter relações sexuais sem serem, a longo prazo, obrigados a manterem-se casados ou a terem filhos - ante uma ideia proposta pela primeira vez pelo juiz Ben Lindsey) formalizada na época. [21] [22] . Russell também foi um dos primeiros intelectuais a defender abertamente a educação sexual e amplo acesso a métodos contraceptivos. Defendia ainda a facilitação do divórcio, mas somente no caso de caso de casamentos sem filhos - a visão de Russell era de que os pais deveriam permanecer casados mas tolerantes à infidelidade sexual caso tivessem filhos. Russell também foi um ativo defensor dos direitos dos homossexuais, sendo um dos signatários da carta de A.E. Dyson de 1958 para o The Times pedindo uma mudança na lei sobre práticas homossexuais, que foram parcialmente legalizados em 1967, quando Russell ainda estava vivo. [23]

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Bertrand Russell em 1907
Russell propôs, em sua autobiografia, um "código de conduta" liberal baseado em dez princípios, à maneira do decálogo cristão. "Não para substituir o antigo", diz Russell, "mas para complementá-lo". Os dez princípios são:
  1. Não tenhas certeza absoluta de nada.
  2. Não consideres que valha a pena proceder escondendo evidências, pois as evidências inevitavelmente virão à luz.
  3. Nunca tentes desencorajar o pensamento, pois com certeza tu terás sucesso.
  4. Quando encontrares oposição, mesmo que seja de teu cônjuge ou de tuas crianças, esforça-te para superá-la pelo argumento, e não pela autoridade, pois uma vitória que depende da autoridade é irreal e ilusória.
  5. Não tenhas respeito pela autoridade dos outros, pois há sempre autoridades contrárias a serem achadas.
  6. Não uses o poder para suprimir opiniões que consideres perniciosas, pois as opiniões irão suprimir-te.
  7. Não tenhas medo de possuir opiniões excêntricas, pois todas as opiniões hoje aceitas foram um dia consideradas excêntricas.
  8. Encontra mais prazer em desacordo inteligente do que em concordância passiva, pois, se valorizas a inteligência como deverias, o primeiro será um acordo mais profundo que a segunda.
  9. Sê escrupulosamente verdadeiro, mesmo que a verdade seja inconveniente, pois será mais inconveniente se tentares escondê-la.
  10. Não tenhas inveja daqueles que vivem num paraíso dos tolos, pois apenas um tolo o consideraria um paraíso.

Principais obras publicadas[editar | editar código-fonte]

  • 1896, German Social Democracy, London: Longmans, Green.
  • 1897, An Essay on the Foundations of Geometry, Cambridge: At the University Press.
  • 1900, A Critical Exposition of the Philosophy of Leibniz, Cambridge: At the University Press.
  • 1910, Philosophical Essays, London: Longmans, Green.
  • 1910–1913, Principia Mathematica (com Alfred North Whitehead), 3 vols., Cambridge: At the University Press.
  • 1912, The Problems of Philosophy, London: Williams and Norgate.(Os problemas da filosofia, trad. Jaimir Conte).
  • 1914, Our Knowledge of the External World, Chicago and London: Open Court Publishing.
  • 1916, Principles of Social Reconstruction, London: George Allen & Unwin.
  • 1916, Justice in War-time, Chicago: Open Court.
  • 1918, Mysticism and Logic and Other Essays, London: Longmans, Green.
  • 1918, Roads to Freedom: Socialism, Anarchism, and Syndicalism (no Brasil, Caminhos para a liberdade ), London: George Allen & Unwin.
  • 1919, Introduction to Mathematical Philosophy, London: George Allen & Unwin,
  • 1923, The Prospects of Industrial Civilization (em colaboração com Dora Russell), London: George Allen & Unwin.
  • 1923, The ABC of Atoms, London: Kegan Paul, Trench, Trubner.
  • 1924, Icarus, or the Future of Science, London: Kegan Paul, Trench, Trubner.
  • 1925, The ABC of Relativity, London: Kegan Paul, Trench, Trubner.
  • 1925, What I Believe, London: Kegan Paul, Trench, Trubner.
  • 1926, On Education, Especially in Early Childhood, London: George Allen & Unwin.
  • 1927, The Analysis of Matter, London: Kegan Paul, Trench, Trubner.
  • 1927, An Outline of Philosophy, London: George Allen & Unwin.
  • 1929, Marriage and Morals, London: George Allen & Unwin.
  • 1930, The Conquest of Happiness, London: George Allen & Unwin.
  • 1931, The Scientific Outlook, London: George Allen & Unwin.
  • 1932, Education and the Social Order, London: George Allen & Unwin.
  • 1934, Freedom and Organization, 1814–1914, London: George Allen & Unwin.
  • 1935, In Praise of Idleness, London: George Allen & Unwin.
  • 1935, Religion and Science, London: Thornton Butterworth.
  • 1936, Which Way to Peace?, London: Jonathan Cape.
  • 1937, The Amberley Papers: The Letters and Diaries of Lord and Lady Amberley (com Patricia Russell), 2 vols., London: Leonard & Virginia Woolf at the Hogarth Press.
  • 1938, Power: A New Social Analysis, London: George Allen & Unwin.
  • 1940, An Inquiry into Meaning and Truth, New York: W. W. Norton & Company.
  • 1946, History of Western Philosophy, New York: Simon and Schuster.
  • 1948, Human Knowledge: Its Scope and Limits, London: George Allen & Unwin.
  • 1949, Authority and the Individual, London: George Allen & Unwin.
  • 1950, Unpopular Essays, London: George Allen & Unwin.
  • 1951, New Hopes for a Changing World, London: George Allen & Unwin.
  • 1952, The Impact of Science on Society, London: George Allen & Unwin.
  • 1953, Satan in the Suburbs and Other Stories(contos), London: George Allen & Unwin.
  • 1954, Human Society in Ethics and Politics, London: George Allen & Unwin.
  • 1954, Nightmares of Eminent Persons and Other Stories, London: George Allen & Unwin.
  • 1956, Portraits from Memory and Other Essays, London: George Allen & Unwin.
  • 1956, Logic and Knowledge: Essays 1901–1950, London: George Allen & Unwin.
  • 1957, Why I Am Not a Christian, London: George Allen & Unwin.
  • 1958, Understanding History and Other Essays, New York: Philosophical Library.
  • 1959, Common Sense and Nuclear Warfare, London: George Allen & Unwin.
  • 1959, My Philosophical Development, London: George Allen & Unwin.
  • 1959, Wisdom of the West, London: Macdonald.
  • 1961, Fact and Fiction, London: George Allen & Unwin.
  • 1961, Has Man a Future?, London: George Allen & Unwin.
  • 1963, Essays in Skepticism, New York: Philosophical Library.
  • 1963, Unarmed Victory, London: George Allen & Unwin.
  • 1965, On the Philosophy of Science, Indianapolis: The Bobbs-Merrill Company.
  • 1967, Russell's Peace Appeals, Japan: Eichosha's New Current Books.
  • 1967, War Crimes in Vietnam, London: George Allen & Unwin.
  • 1967–1969, The Autobiography of Bertrand Russell, 3 vols., London: George Allen & Unwin.

Referências

  1. Ir para cima Kreisel, G.. (1973). "Bertrand Arthur William Russell, Earl Russell. 1872-1970" (PDF) (em inglês)Biographical Memoirs of Fellows of the Royal Society 19: 583–526. Visitado em 10 de janeiro de 2013.
  2. Ir para cima "I have imagined myself in turn a Liberal, a Socialist, or a Pacifist, but I have never been any of these things, in any profound sense."—Autobiography, p. 260.
  3. Ir para cima Bertrand Russell Orientalia. Visitado em 10 de dezembro de 2011.
  4. ↑ Ir para:a b Muhammed, Reahid Bia. Bertrand Arthur William Russell Personal Kent Edu. Visitado em 10 de dezembro de 2011.
  5. Ir para cima Bertrand Arthur William Russell Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Visitado em 10 de dezembro de 2011.
  6. Ir para cima Bertrand Russell Biografías y Vidas. Visitado em 1/8/2013.
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  8. Ir para cima Bertrand Russell (em inglês) no Find a Grave
  9. Ir para cima Wikipedia, acessodata=02 de maio de 2013. Russell Tribunal.
  10. Ir para cima Russel, Bertrand. Caminhos para a liberdade: socialismo, anarquismo e sindicalismo. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 181
  11. Ir para cima Russel, Bertrand - "Caminhos para a liberdade: socialismo, anarquismo e sindicalismo" , fls 181 - São Paulo, Ed. Ed. Martins fontes, 2005
  12. Ir para cima Bertrand Arthur William Russell, acessodata=02 de maio de 2013.
  13. Ir para cima Horst-Eberhard Richter. Die Krise der Männlichkeit in der unerwachsenen Gesellschaft. [S.l.]: Psychosozial-Verlag, 2006. ISBN 3-89806-570-7
  14. Ir para cima http://www.spokesmanbooks.com
  15. Ir para cima Bertrand Russell (1872–1970) Farlex, Inc. Visitado em 2007-12-11.
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  17. Ir para cima Bertrand Russell, Unpopular Essays (1950), p.19, Simon and Schuster
  18. Ir para cima [1] Art-Historical Notes: "Where are the Hirsts of the 1930s now?" The Independent, Nov 13, 1998 by David Buckman
  19. Ir para cima [2] Absent Minds: Intellectuals in Britain by Stefan Collini Oxford University Press, 2006 ISBN 0-19-929105-5, 978-0-19-929105-2
  20. Ir para cima Crawford, Elizabeth. The Women's Suffrage Movement: A Reference Guide, 1866–1928. [S.l.]: Routledge, 2001. 785 p. ISBN 0-415-23926-5
  21. Ir para cima Hauerwas, Stanley (1978-04-19). Sex and Politics: Bertrand Russell and Human Sexuality' Christian Century. Visitado em 2008-02-17.
  22. Ir para cima Haeberle, Erwin J. (1983). Pioneers of Sex Education The Continuum Publishing Company. Visitado em 2008-02-17.
  23. Ir para cima Gay and Lesbian Humanist Association (1997-11-02). Lesbian and Gay Rights: The Humanist and Religious Stances. Visitado em 2008-02-17.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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