A Frente Ampla foi um movimento de articulação política civil criado em 1966 para enfrentar a Ditadura Militar brasileira e exigir o retorno da democracia, eleições diretas e anistia. [1, 2]
Líderes e como morreram
O movimento uniu três antigos rivais políticos. Curiosamente, todos morreram em um intervalo de menos de um ano, em circunstâncias que geram debates até hoje: [1, 2]
- Juscelino Kubitschek (JK): Morreu em 22 de agosto de 1976, em um acidente de carro na Rodovia Presidente Dutra. Embora oficialmente tenha sido um acidente, há investigações e teorias que sugerem um atentado político.
- João Goulart (Jango): Faleceu em 6 de dezembro de 1976, no exílio na Argentina. A causa oficial foi ataque cardíaco, mas suspeitas de envenenamento ligadas à Operação Condor levaram a pedidos de exumação e novas investigações décadas depois.
- Carlos Lacerda: Idealizador do movimento, morreu em 21 de maio de 1977, em uma clínica no Rio de Janeiro, oficialmente por complicações de uma infecção (sepse) após uma internação por gripe, o que também alimentou especulações na época. [1, 2, 3, 4, 5]
O Ditador (Presidentes do Período)
A Frente Ampla surgiu e atuou principalmente durante os governos dos generais:
- Humberto de Alencar Castelo Branco (1964–1967): Primeiro presidente do regime, cujas medidas autoritárias e cancelamento de eleições levaram à criação do grupo.
- Artur da Costa e Silva (1967–1969): Durante seu governo, o movimento foi oficialmente proibido e dissolvido em abril de 1968, pouco antes da edição do AI-5. [1, 2, 3, 5]
O movimento foi extinto pela repressão militar antes mesmo do período mais violento da ditadura, conhecido como "Anos de Chumbo", sob o comando de Emílio Médici. [1, 2, 3, 4]
Mostrar tudo
Nenhum comentário:
Postar um comentário