sábado, 9 de setembro de 2017

A Pena de Morte - fonte WIKIPÉDIA

Pena de morte

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Posição dos países em relação à pena de morte (2014)
  Abolida para todos os crimes – 103 (53%)
  Abolida para crimes comuns, porém usada em casos excepcionais (crimes de guerra, por exemplo) – 6 (3%)
  Abolida na prática, porém permitida por lei (suspensa ou em desuso nos últimos 10 anos) – 50 (26%)
  Permitida por lei e em prática – 36 (18%)
* Nota – Suriname aboliu a pena de morte em março de 2015.
Pena de morte ou pena capital é um processo legal pelo qual uma pessoa é morta pelo Estado como punição por um crime cometido. A decisão judicial que condena alguém à morte é denominada sentença de morte, enquanto que o processo que leva à morte é denominado execução. Crimes que podem resultar na pena de morte são chamados crimes capitais. A palavra capital tem origem no termo latino capitalis, que significa "referente à cabeça" (em alusão à execução por decapitação).[1]
Historicamente, a pena é utilizada em casos de assassinatoespionagemestuproadultériohomossexualidadecorrupção política (apostasia), e/ou de - não seguir a religião oficial em países teocráticos. Encontra-se abolida em quase todos os países da Europa e da Oceania. Na América do Norte, foi abolida no Canadá e no México e em alguns estados dos Estados Unidos. Na América do SulBrasilChile e Peru mantém a pena de morte legal em casos excepcionais, como crimes de guerra[2] Os Estados Unidos, a Guatemala e a maior parte do Caribe, da Ásia e da África ainda têm a pena de morte legalizada e a utilizam em diversos casos. Outros países, porém, como a Rússia tem a pena de morte legal, mas na prática, ela não é utilizada. A Organização das Nações Unidas, durante sua Assembleia Geral em 2007, também repugnou a legalidade e uso da pena de morte, advertindo os países a tornarem ilegal seu uso e que esse não seja reintroduzido. A União Europeia concordou com a decisão e atualmente nenhum país do bloco adota a pena capital.[3][4]

História[editar | editar código-fonte]

Pintura de Pisanello1436 - 1438.
A execução de criminosos e oponentes políticos tem sido usada por quase todas as sociedades, tanto para punir crimes como para suprimir oposições políticas. Na maioria dos países que a praticam, a pena de morte é reservada para assassinatoespionagemtraição ou no âmbito do direito militar. Em alguns países, crimes sexuais como estuproadultérioincesto e sodomia levam à pena de morte, assim como crimes como apostasia (renúncia formal à religião do Estado) nas nações islâmicas. Em muitos países que aderiram à pena de morte, o tráfico de animais é também crime capital. Na República Popular da China, o tráfico de pessoas e casos de corrupção política grave são punidos pela pena de morte. Em exércitos de todo o mundo, os tribunais marciais têm imposto sentenças de morte para crimes como covardiadeserçãoinsubordinação e motim. Atualmente, a pena tem um enquadramento legal e sociológico bastante diferente.
Nenhum estado-membro da União Europeia aplica a pena de morte. A Convenção Europeia dos Direitos Humanos recomenda a sua proibição.
A maioria dos estados federados dos Estados Unidos, principalmente no Sul, retomaram esta prática após uma breve interrupção durante os anos 1970, sendo por isso os Estados Unidos uma das raras democracias, juntamente com o Japão, que continuam a aplicar a pena de morte. Em janeiro de 2008, 36 dos 50 Estados dos Estados Unidos previam a aplicação da pena capital. O estado que mais recentemente a aboliu foi Nova Jérsei em 13 de dezembro de 2007.[5]
Uzbequistão aboliu a pena de morte em 1 de janeiro de 2008 através de um decreto.[6] E a República do CongoFijiMadagascarMongóliaNauru e Suriname aboliram a pena de morte entre Abril de 2015 e Junho de 2016, período em que foi feito um relatório da ONU sobre os países que aboliram a pena de morte.[7]

Definição[editar | editar código-fonte]

A pena de morte é um ato da Justiça, sujeito às regras do Direito e da Lei.
A pena de morte distingue-se da eliminação de indivíduos julgados indesejáveis, que foi praticada ao longo dos tempos, com especial referência para o nazismo e o Holocausto. Na realidade, a pena de morte é concebida como a punição de um crime, enquanto que a eliminação dos indesejáveis é considerada como um ato arbitrário.
Distingue-se a pena de morte da eutanásia, pela qual se abrevia, sem dor ou sofrimento, a vida de um enfermo incurável. O fato de um policial ou outra pessoa matar um suspeito ou um criminoso, em estado de legítima defesa ou não, não constitui uma aplicação da pena de morte. O mesmo se verifica no caso de mortes causadas por operações militares.
A pena de morte, a condenação, a sentença e a sua execução resultam da aplicação de uma lei conforme com os ritos e as regras de um processo da justiça criminal ou militar.
RankPaísNúmero de executados em 2013[8]
ChinaRepública Popular da China2 400 (estimado, número oficial não divulgado)[9]
Coreia do NorteCoreia do Norte0+ (número oficial não divulgado)
IrãIrã369+
IraqueIraque169+
Arábia SauditaArábia Saudita79+
Estados UnidosEstados Unidos39
SomáliaSomália34+
SudãoSudão21+
IémenYemen13+
10 JapãoJapão8
11 VietnameVietnã7+
12 República da ChinaTaiwan6
13 IndonésiaIndonésia5
14 KuwaitKuwait5
15 Sudão do SulSudão do Sul4+
16 NigériaNigéria4
17 Estado da PalestinaPalestina3
18 MalásiaMalásia2+
19 AfeganistãoAfeganistão2
20 BangladeshBangladesh2
21 BotsuanaBotswana1
22 ÍndiaÍndia1

Abolição da pena de morte[editar | editar código-fonte]

Nos países lusófonos[editar | editar código-fonte]

Portugal[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Pena de morte em Portugal
Portugal foi praticamente o primeiro país da Europa e do Mundo a abolir a pena capital, sendo o primeiro Estado do Mundo a prever a abolição da pena de morte na Lei Constitucional, após a reforma penal de 1867.[10] [11]
Cronologia:
  • Abolida para crimes políticos em 1852 (artigo 16º do Ato Adicional à Carta Constitucional de 5 de Julho, sancionado por D. Maria II), publicado em Diário do Governo no dia 8 de julho [12]
  • Abolida para crimes civis em 1867 no reinado de D. Luís. Abolida para todos os crimes, exceto por traição durante a guerra, em julho em 1867 (Lei de 1 de Julho de 1867). A proposta partiu do ministro da Justiça Augusto César Barjona de Freitas, sendo submetida à discussão na Câmara dos Deputados. Transitou depois para a Câmara dos Pares, onde foi aprovada. Não tardou que surgissem dúvidas e celeumas sobre a sua vigência nas Províncias Ultramarinas. A questão só ficou resolvida passados três anos, a 9 de Junho de 1870, por via de decreto com força de lei, onde se declarava expressamente que é «abolida a pena de morte nos crimes civis em todas as províncias ultramarinas [13]. Mas a pena de morte continuava no Código de Justiça Militar. Em 1874, quando o soldado de infantaria n.º 2 António Coelho assassinou o alferes Palma e Brito, levantou-se grande discussão sobre a pena a aplicar.
  • Abolição para todos os crimes, incluindo os militares, em 1911: a medida avançou no quadro da aprovação do novo Código de Processo Criminal Militar, através do decreto com força de lei, datado de 16 de Março de 1911. Lia-se, no art. 3.º do seu prêmbulo: "É abolida, em absoluto, a pena de morte" [14] consagrada na primeira Constituição da República Portuguesa, de agosto de 1911 [15]. Readmitida em 1916 a pena de morte para crimes de traição em tempo de guerra: por motivo da entrada de Portugal na Primeira Grande Guerra, a garantia constitucional foi alterada, por força da Lei n.º 635, de 28 de Setembro de 1916, que definiu o regime de exceção: «quanto à pena de morte, somente o caso de guerra com país estrangeiro, em tanto quanto a aplicação dessa pena seja indispensável, e apenas no teatro da guerra» [16]. Abolição total ocorreu em 1976.
A última execução conhecida em território português foi em 1846, em Lagos. Remonta a 1 de Julho de 1772 a última execução de uma mulher, que se chamava Luísa de Jesus. A última execução oficial, de homem ou mulher, foi em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, por traição, no seio do exército português na França, ao abrigo do Direito Português.[17]
De forma extra-oficial, a PIDE, polícia política do regime ditatorial português designado por Estado Novo, executou (deliberadamente ou na sequência de torturas) alguns ativistas antiregime e, de forma praticamente sistemática[carece de fontes], os elementos capturados na guerra contra os movimentos de emancipação de três colónias portuguesas (Guiné-BissauAngola e Moçambique) entre 1961 e 1974.
Atualmente, a pena de morte é um ato proibido e ilegal segundo o artigo 24º, nº 2, da Constituição Portuguesa.[18]

Brasil[editar | editar código-fonte]

Pesquisas de opinião sobre a legalização da pena de morte no Brasil.
Ver artigo principal: Pena de morte no Brasil
A última execução determinada pela Justiça Civil no Brasil foi a do escravo Francisco, em Pilar das Alagoas, em 28 de abril de 1876, e a última execução de um homem livre foi, provavelmente, pois não há notícias de outra depois, a de José Pereira de Sousa, condenado pelo júri de Santa Luzia, em Goiás, enforcado na dita vila no dia 30 de outubro de 1861. Até os últimos anos do império, o júri continuou a condenar à morte, ainda que, a partir desse ano de 1876, o imperador Dom Pedro II comutasse todas as sentenças capitais, tanto de homens livres como de escravos. Todavia, só foi expressamente abolida para crimes comuns após a proclamação da República. A pena de morte continuou a ser cominada para certos crimes militares em tempo de guerra.[19]
  • A Constituição do Estado Novo, de 1937, admitiu a possibilidade de se instituir, por lei, a pena de morte para outros crimes além de crimes militares em tempo de guerra.
"Artigo 122, §13: Não haverá penas corpóreas perpétuas. As penas estabelecidas ou agravadas na lei nova não se aplicam aos fatos anteriores. Além dos casos previstos na legislação militar para o tempo de guerra, a lei poderá prescrever a pena de morte para os seguintes crimes:
a) tentar submeter o território da Nação ou parte dele à soberania de Estado estrangeiro;
b) tentar, com auxílio ou subsídio de Estado estrangeiro ou organização de caráter internacional, destruir a unidade da Nação, procurando desmembrar o território sujeito à sua soberania;
c) tentar por meio de movimento armado o desmembramento do território nacional, desde que para reprimi-lo se torne necessário proceder a operações de guerra;
d) tentar, com auxílio ou subsídio de Estado estrangeiro ou organização de caráter internacional, a mudança da ordem política ou social estabelecida na Constituição;
e) tentar subverter por meios violentos a ordem política e social, com o fim de apoderar-se do Estado para o estabelecimento da ditadura de uma classe social;
f) o homicídio cometido por motivo fútil e com extremos de perversidade."
Em pleno século XX ocorreram condenações à morte no Brasil, sendo noticiada a do escritor Gerardo Mello Mourão, em 1942, alegadamente envolvido em atividades de espionagem para o Eixo, que este negara. Todavia, não há notícia de que tenha havido qualquer execução aplicando a pena de morte no quadro jurídico. É, no entanto, muito polêmica a situação jurídica de execuções de marginais por forças policiais, militares e paramilitares fora do processo legal, como por exemplo nos casos de Esquadrão da Morte.
  • Voltou a ser prevista para crimes políticos, de 1969 até 1978, durante a vigência do Ato Institucional n.º 5 (AI-5), no Regime Militar, que durou de 1964 até 1985. Alguns militantes da esquerda armada foram condenados à pena capital, mas não houve qualquer execução legal.[20]
  • Abolida para todos os crimes não-militares na constituição de 1988.
Atualmente, é prevista para crimes militares, somente em tempo de guerra. É o único país de língua portuguesa que prevê a pena de morte na Constituição.
O Código Penal Militar trata dos crimes que são puníveis com a morte, e determina que a pena seja executada por fuzilamento (forma considerada sem humilhação para o condenado), havendo a possibilidade, segundo o site Direito Militar, de que o presidente da República conceda graça ou comute a pena por outra.
Dependendo de como se conta, o total de crimes sujeitos à pena capital no Brasil pode chegar a 36.[21]

Angola[editar | editar código-fonte]

  • Abolida para todos os crimes desde 1992. Antes disso, fora prática sistemática contra os elementos da Unita capturados em ações militares, desde a independência proclamada pelo MPLA em 11 de novembro de 1975.[carece de fontes]
A pena de morte em Angola encontra-se Proibida de acordo com a Constituição da República de Angola de (Fevereiro de 2010) no seu Art 59.° Respeitando assim o Direito a vida Estipulado no art 30.° da mesma Constituição.[carece de fontes]

Moçambique[editar | editar código-fonte]

  • Abolida para todos os crimes desde 1990. Antes disso, fora praticada sistematicamente a partir de 1979 (menos de quatro anos após a independência) contra alegados atos de banditismo.

Guiné-Bissau[editar | editar código-fonte]

  • Abolida para todos os crimes desde 1993. Antes disso, foi prática corrente do partido único, o PAIGC. Os antigos elementos africanos das Forças Armadas Portuguesas foram executados por ordem do primeiro presidente da Guiné-Bissau, Luís Cabral, perante a passividade de Carlos Fabião, representante oficial do Estado Português no período que mediou entre o reconhecimento da independência e a transferência definitiva da soberania.

Cabo Verde[editar | editar código-fonte]

  • Abolida para todos os crimes desde novembro de 1980.
Na República de Cabo Verde, que nasceu a 5 de Julho de 1975 nunca existiu a pena de morte. Cabo Verde deve ser dos únicos Estados democráticos do mundo onde nunca existiu a pena de morte. Ela só existiu durante a dominação colonial até 1857 quando foi abolida em todos os territórios sobre administração portuguesa, tendo sido retirada da lei em 1980, quando a República aprovou a sua primeira Constituição, ainda durante o regime monopartidário, sob a direcção do PAIGC, mesmo antes do nascimento do PAICV, que só se daria mais tarde, depois da ruptura com a Guiné-Bissau, devido ao golpe de Estado praticado pelos Guineenses, em 14 de Novembro de 1980.

São Tomé e Príncipe[editar | editar código-fonte]

  • Abolida para todos os crimes desde 1990.

Nos países restantes[editar | editar código-fonte]

No mundo[editar | editar código-fonte]

Dentre os países com sistemas políticos democráticos, os Estados Unidos, o Japão e a Coreia do Sul são alguns que aplicam a pena de morte.
Em países como a República Popular da China e o Irã e a maior parte do Médio Oriente, a pena de morte é aplicada com frequência.

Estatuto da pena de morte nos diversos países[editar | editar código-fonte]

Desde 1990 houve mais de 40 países que aboliram a pena de morte para todos os crimes. Na ÁfricaCosta do Marfim e Libéria; no continente americano, CanadáMéxico e Paraguai; na Ásia e Pacífico, ButãoSamoaTurquemenistão e Filipinas; na Europa e CáucasoArméniaBósnia e HerzegovinaChipreSérviaMontenegro e Turquia.
Segundo dados de 2005, há 74 países que mantêm a pena de morte, 28 que não têm execuções ou condenações há mais de dez anos, 9 que mantêm a pena de morte para circunstâncias excecionais e 89 que a aboliram para todos os crimes.
PaísPena de morteÚltima execuçãoNúmero de julgados (2005)Crimes puníveis com pena de morteNotasMétodos de execução
Abecásia
  Abolida na prática
nunca0traição; espionagem; atos terroristas; atos terroristas contra um representante de um estado estrangeiro; atividades subversivas; banditismo e ações que desorganizam o funcionamento do sistema penitenciário; homicídio agravado; estupro[22]Moratória de 1993[23]
Afeganistão
  Sim
2004[24]1Homicídio
Albânia
  Abolida para crimes não cometidos em circunstâncias excepcionais (p.ex. em tempo de guerra)
1995[25]0Crimes cometidos em tempo de guerra durante o estado de emergência.Abolida para outros crimes em 2000
Alemanha
  Abolida para todos os crimes
Nenhuma0Abolida na República Federal Alemã em 1949 e na República Democrática Alemã em 1987; última execução na Alemanha Ocidental: 1956 (pelas autoridades militares dos EUA), última execução na Alemanha Oriental: 1981 (pelas autoridades da RDA); proibida pela Constituição de 1949.
Andorra
  Abolida para todos os crimes
19430Abolida em 1990; proibida pela Constituição
Angola
  Abolida para todos os crimes
0Abolida em 1992; proibida pela Constituição
Antigua e Barbuda
  Sim
1991[26]0Homicídio
Arábia Saudita
  Sim
2012[27]89+Homicídio; blasfêmiaAssociação criminosa; estupro; assalto à mão armada; tráfico de droga; bruxaria; adultério; sodomiahomossexualidade; rapto na auto-estrada; sabotagem com mortes; apostasia[28][29]O método mais usado para aplicação da pena de morte é a decapitação com a espada; são também usados o enforcamento e a lapidação. A maioria dos prisioneiros condenados tem sua pena comutada para passar um período lutando contra xiitas árabes no exterior.[30]
Argélia
  Abolida na prática
19930Traição e espionagem; atentado à segurança do Estado ou ações que os incitem; destruição do território, sabotagem a bens públicos ou econômicos; massacre; participação a bandos armados ou movimentos insurrectos; falsificação; homicídio; tortura ou crueldade; rapto; furto agravado
Argentina
  Abolida para crimes não cometidos em circunstâncias excecionais (p.ex. em tempo de guerra)
19160Abolida para outros crimes em 1984; a Constituição diz "A pena de morte para ofensas políticas, homicídio e para outros crimes é abolida exceto em caso de guerra."
Arménia
  Abolida para todos os crimes
1991[25]0Abolida em 2003
Austrália
  Abolida para todos os crimes
19670Abolida em Queensland em 1922, na Tasmânia em 1968, no Território do Norte em 1973, em Victoria em 1975, na Austrália do Sul em 1976, no Território da Capital da Austrália em 1983, na Austrália Ocidental em 1984 e em Nova Gales do Sul em 1985.
Áustria
  Abolida para todos os crimes
19500Abolida em 1968; proibida pela Constituição
Azerbaijão
  Abolida para todos os crimes
19930Abolida em 1998
Barein
  Abolida na prática
4

Métodos de aplicação[editar | editar código-fonte]

Execução por garrote vil nas Filipinas em 1901 (século XX)

Referências

  1. Ir para cima Kronenwetter, Michael (2001). Capital Punishment: A Reference Handbook (2 ed.). ABC-CLIO. ISBN 978-1-57607-432-9.
  2. Ir para cima [1]
  3. Ir para cima CARTA, Mino"ONU aprova a moratória da pena de morte"CartaCapital26 de dezembro de 2007. Acesso em 17 de janeiro de 2008.
  4. Ir para cima Edith M. Lederer. "UN nations vote for death penalty moratorium"The Star18 de dezembro de 2007. Acesso em 17 de janeiro de 2008.
  5. Ir para cima Jon Hurdle. "Nova Jersey aprova fim da pena de morte"Reuters14 de dezembro de 2008. Acesso em 17 de janeiro de 2008.
  6. Ir para cima "Entra em vigor decreto que elimina a pena de morte no Uzbequistão"EFE, 1 de janeiro de 2008. Acesso em 17 de janeiro de 2008.
  7. Ir para cima ONU (29 de setembro de 2016). «ONU: 170 países aboliram pena de morte ou não a praticam mais». Consultado em 30 de setembro de 2016
  8. Ir para cima [2][ligação inativa]
  9. Ir para cima China Executed 2,400 People in 2013, Dui Hua Dui Hua Foundation
  10. Ir para cima Abolição da Pena de Morte em Portugal, in Infopédia.
  11. Ir para cima Diário do Governo (julho de 1867). «"Abolição da pena de morte"» (pdf)Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 3 de julho de 2017
  12. Ir para cima Diário do Governo (julho de 1852). «Diário do Governo, nº 159, 8 de julho de 1852»(pdf)Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 3 de julho de 2017
  13. Ir para cima Diário do Governo (junho de 1870). «Diário do Governo, nº 133, 17 de junho de 1870» (pdf)Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 10 de julho de 2017
  14. Ir para cima Diário do Governo (abril de 1911). «Diário do Governo, nº 96, 26 de abril de 1911»(pdf)Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 20 de julho de 2017
  15. Ir para cima Constituição Portuguesa (agosto de 1911). «Constituição Política da Republica Portuguesa, de 21 de Agosto de 1911» (pdf)Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 20 de julho de 2017
  16. Ir para cima Diário do Governo (setembro 1916). «Diário do Governo, nº 197, 28 de setembro de 1916» (pdf)Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 20 de julho de 2017
  17. Ir para cima Abolição da pena de morte - Procuradoria Geral da República (Portugal) - Acedido a 15 de Outubro de 2006
  18. Ir para cima Constituição Portuguesa
  19. Ir para cima Sobre a pena de morte no Brasil vide CARVALHO FILHO, Luís Francisco - Impunidade no Brasil - Colônia e Império - in Estudos Avançados - V. 18 - N. 51 - São Paulo, 2004; RIBEIRO, João Luis - No meio das galinhas as baratas não têm razão - A Lei de 10 de junho de 1835 - Os escravos e a pena de morte no Império do Brasil (1822 - 1889) - RJ, Editora Renovar, 2005, e RIBEIRO, João Luis - A Violência Homicida diante do Tribunal do Júri da Corte do Rio de Janeiro, tese de doutorado, UFRJ, 2008.
  20. Ir para cima MACIEL, Wilma Antunes, O Capitão Lamarca e a VPR - Alameda Editorial, SP, 2006.
  21. Ir para cima [3]
  22. Ir para cima [4]
  23. Ir para cima [5]
  24. Ir para cima Amnistia Internacional
  25. ↑ Ir para:a b GeoCities
  26. Ir para cima Amnistia Internacional
  27. Ir para cima [6]
  28. Ir para cima Crime and punishment: Islamic State vs Saudi Arabia
  29. Ir para cima [7]
  30. Ir para cima Report: Saudis sent death-row inmates to fight Syria

Ver também[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

sexta-feira, 21 de julho de 2017

The Rise and Fall of the Mongol Empire





Publicado em 4 de jul de 2014
See how quickly the Mongols were united under Genghis Khan and then strengthened enough to take on all of Asia and conquer one of history's largest empires of all time in less than a century!
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sexta-feira, 14 de julho de 2017

A Revolução Francesa





Publicado em 21 de mai de 2012
Documentário do History Channel.
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Revolução Francesa Animação





Publicado em 30 de out de 2014

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Secrets d'Histoire - La légende noire de la Reine Margot (Intégrale)



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Publicado em 30 de jun de 2017
Dans ce nouveau numéro inédit de « Secrets d’Histoire », Stéphane Bern nous entraîne à la rencontre de la Reine Margot.
Issue d'une famille illustre, les Valois, la jeune Marguerite s'apprête à vivre des événements tragiques qui vont modifier une destinée pourtant toute tracée. Mariage raté, conflit avec sa mère, rumeurs, divorce : tous les ingrédients d'une saga extraordinaire sont réunis. Passant par les châteaux qui l'ont vue vivre, Stéphane Bern part sur les traces de la Reine Margot, esprit éclairé, femme complexe passionnée par la mode et les arts, impliquée dans les guerres de religion qui menacent la France de l'époque, contrainte à l'exil durant vingt ans. Qui sont les amis et ennemis qui ont contribué à écrire la légende ?

Magazine culturel présenté par Stéphane Bern. Proposé par Jean-Louis Remilleux. Réalisé par Philippe Vergeot. Produit par la Société européenne de production. Avec la participation de France Télévisions.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Não podemos esquecer

Publicado em 3 de fev de 2014 World War II Document. This shows the gruesome parts of World War II Categoria Pessoas e blogs Licença Licença padrão do YouTube Música "Speech: We Shall Go On to the End" por Various Artists, Winston Churchill (Google Play • iTunes)

sexta-feira, 9 de junho de 2017

[43] Thành cổ Lille | Sébastien Le Prestre de Vauban







Publicado em 16 de ago de 2016

sábado, 6 de maio de 2017

Dois Pontos - ONU e a influência do Brasil







Publicado em 24 de out de 2014
Na semana em que se comemora o dia das Nações Unidas, o Dois Pontos discute o papel de decisão e influência da ONU e qual a relevância que o Brasil tem dentro da organização. Saiba também algumas curiosidades como, por exemplo, porque nosso país é sempre o primeiro a discursar na Assembleia Geral.

terça-feira, 21 de março de 2017

(29) Mundos Perdidos - Ivan el terrible





Publicado em 7 de jul de 2013

Mundos perdidos: os Hititas e Herodes o grande (History Channel)





Publicado em 16 de mai de 2016

quinta-feira, 9 de março de 2017

HISTÓRIA DO BRASIL: A REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA DE 1817 = NARRAÇÃO PROF. CE...





Publicado em 28 de jun de 2013
Vídeo-aula produzida pelo Prof. Cesar Mota. A Revolução Pernambucana, também conhecida como Revolução dos Padres. O movimento tinha como objetivo principal a conquista da independência do Brasil, implantar um regime republicano e elaborar uma Constituição. Dentre as principais causas da revolução pernambucana podemos destacar Presença maciça de portugueses na liderança do governo e na administração pública no Brasil. Influência dos ideais iluministas, principalmente os que criticavam duramente as estruturas políticas da monarquia absolutista, Grande seca que havia atingido a região em 1816 acentuando a fome e a miséria.O movimento iniciou com a ocupação do Recife, em 6 de março de 1817. No regimento de artilharia, o capitão José de Barros Lima, conhecido como Leão Coroado, reagiu à voz de prisão e matou a golpes de espada o comandante Barbosa de Castro. Depois, na companhia de outros militares rebelados, tomou o quartel e ergueu trincheiras nas ruas vizinhas para impedir o avanço das tropas monarquistas. O governador Caetano Pinto de Miranda Montenegro refugiou-se no Forte do Brum, mas, cercado, acabou se rendendo. O movimento foi liderado por Domingos José Martins, com o apoio de Antônio Carlos de Andrada e Silva e de Frei Caneca. Tendo conseguido dominar o Governo Provincial, se apossaram do tesouro da província, instalaram um governo provisório e proclamaram a República. Para conquistar o apoio popular, o governo provisório abaixou impostos, libertou presos políticos e aumentou o salário de militares. Em 29 de março foi convocada uma assembléia constituinte, com representantes eleitos em todas as comarcas, foi estabelecida a separação entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário; o catolicismo foi mantido como religião oficial, porém havia liberdade de culto ( o livre exercício de todas as religiões ); foi proclamada a liberdade de imprensa (uma grande novidade no Brasil); abolidos alguns impostos; a escravidão entretanto foi mantida. À medida que o calor das discussões e da revolta contra a opressão portuguesa aumentava, crescia, também, o sentimento de patriotismo dos pernambucanos, ao ponto de passarem a usar nas missas a aguardente (em lugar do vinho) e a hóstia feita de mandioca (em lugar do trigo), como forma de marcar a sua identidade. Os rebeldes enviaram emissários para outras províncias do norte e nordeste para derrubar os governos e ampliar a revolução. As tentativas de obter apoio das províncias vizinhas fracassaram. Na Bahia, o emissário da revolução, José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima, o Padre Roma, foi preso ao desembarcar e imediatamente fuzilado por ordem do governador, o conde dos Arcos. No Rio Grande do Norte, o movimento conseguiu a adesão do proprietário de um grande engenho de açúcar, André de Albuquerque Maranhão, que depois de prender o governador, José Inácio Borges, ocupou Natal e formou uma junta governativa, porém não despertou o interesse da população e foi tirado do poder em poucos dias.. Preocupado com a possibilidade de ampliação da revolta para outras províncias, D.João VI organizou uma forte repressão militar contra os rebeldes de Pernambuco Tropas enviadas da Bahia avançaram pelo sertão pernambucano, enquanto uma força naval, despachada do Rio de Janeiro, bloqueou o porto do Recife. Em poucos dias 8000 homens cercavam a província. No interior, a batalha decisiva foi travada na localidade de Ipojuca. Derrotados, os revolucionários tiveram de recuar em direção ao Recife. Em 19 de maio as tropas portuguesas entraram no Recife e encontraram a cidade abandonada e sem defesa. O governo provisório, isolado, se rendeu no dia seguinte. Os embates duraram 75 dias, resultando na derrota dos revoltosos. Os líderes foram presos e condenados à morte. Apesar de sentenças severas, um ano depois todos os revoltosos foram anistiados, e apenas quatro haviam sido executados. Dominada a revolução, foi desmembrada de Pernambuco a comarca de Rio Grande (atual Rio Grande do Norte), tornando-se província autônoma. Também a comarca de Alagoas, cujos proprietários rurais haviam se mantido fiéis à Coroa, como recompensa, puderam formar uma província independente. Em 2007, o dia 6 de março foi declarado a Data Magna de Pernambuco, por causa da Revolução Pernambucana. Em 2009, o Governo de Pernambuco aprovou nova lei, alterando a Data Magna do Estado para o primeiro domingo de março.
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sábado, 4 de março de 2017

Sociedade Civil: Culto da Beleza





Publicado em 18 de mar de 2015

quarta-feira, 1 de março de 2017

Edgar Roquette-Pinto







Publicado em 1 de mai de 2015
Documentário da série Educadores da TV Escola
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'Breve Histórico da Rádio Roquette Pinto'





Publicado em 19 de abr de 2015
'Breve Histórico da Rádio Roquette Pinto' (94,1 FM - www.94fm.rj.gov.br) pelo Programa: 'Polifonia das Ruas' (Unitevê - canal universitário de Niterói - www.uniteve.uff.br) (Abril / 2006). Produção-apresentação: Iterbio Aldrighi. Sem fins comerciais.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

História: A Inquisição Católica - O Que A Igreja Católica Não Conta





Publicado em 27 de mai de 2015
A Inquisição Católica - O Que A Igreja Católica Não Conta
LEIA AQUI ALGUMAS ATROCIDADES CATÓLICAS:
- Noite de São Bartolomeu (Anos de 1547 a 1593): Durante uma delas, teve lugar o massacre de 20.000 protestantes, numa só noite, a tristemente célebre Noite de S. Bartolomeu (1572).
- Milhões de mortos na Inquisição (Algo genuíno católico)
- As Cruzadas
- Index Librorum Prohibitorum (Curiosidade: A invenção da imprensa permite que um número crescente de pessoas se informe. A Igreja reage criando o Índex (Index Additus Librorum Prohibitorum): essa instituição editava regularmente a lista dos livros proibidos. A última edição do Índex foi publicada em 1961.)
- Mortes por fogueiras e torturas dos: cátaro, valdenses, anabatistas,
- Mortes dos grandes teologos como: Jan Huss, Willian Tyndale, etc
- Perseguiu Galileu Galilei e o prendeu até o dia de sua morte pela Santa Inquisição
- Missas em latim até no séc: XX
- Papas que tinha relações sexuais com prostitutas e tinham vários filhos com várias mulheres.
- Papisa Joana foi conhecida até o século XVII (Sim uma mulher papa, você dever saber disso... Embora hoje negue a existência dela e de seu papado, a Igreja Católica reconheceu ambos como verdadeiros durante a Idade Média e a Renascença)
- Contrarreforma onde foi reativado o Tribunal da Inquisição para matar os protestantes, cientistas. Index voltou com toda força
- Morte de Joana D'arc na fogueira.
- Relação amigável da igreja romana com o nazismo, franquismo, salazarismo, etc.
- Em 1190 a igreja romana inventa as indulgencias (Foi a partir das indulgencias que a igreja assassina consegui construir a basílica de São Pedro)
- 1129 a igreja católica proibiu o leitura da bíblia por seus fies.
- 1208-1244: Cruzada dos Albigences: por iniciativa do papa Inocêncio III, uma cruzada é preparada para assassinar esses hereges, segunda a ICAR.
- 1251: O papa Inocêncio IV autoriza enfim a inquisição a praticar a tortura.
- 1483: Tomás de Torquemada é nomeado Grande Inquisidor de Castela. Esse monge dominicano faz uma ampla utilização da tortura e da confiscação dos bens das vítimas. Estima-se em 20.000 o número de pessoas queimadas durante o seu mandato.
- 1487: Dois monges dominicanos católicos alemães, Jacob Sprenger e Heinrich Institoris publicam o “Malleus Malleficarum”: trata-se dum espesso volume de 400 páginas que é um guia (claro que aprovado pela hierarquia católica) de caça às bruxas.
- 1499: Acontece neste ano o maior “auto da fé” que a História registra. Em um só auto de fé, o inquisidor Diego Rodrigues Lucero queima vivos nada menos que 107 judeus convertidos ao cristianismo, em Córdova.
- Seculo XVI: A igreja papal castravam homens para cantar em seus corais, assim não faltaria sopranos e contraltos (pois mulheres era proibida de exercer função eclesiásticas), Esta prática bárbara só terminará em 1878, por ordem do Papa Leão XIII
- 1506: “Pogrom” de Lisboa: 3000 judeus são trucidados pelos piedosos católicos, incitados pelos prelados.
- 1600: Giordano Bruno é queimado vivo em Roma, condenado por heresia. Ele havia ousado definir o Universo como infinito e admitido a hipótese da existência de formas de vida fora da Terra. Era demais para a Igreja. Depois de 8 anos de processo, durante os quais lhe são arrancadas confissões, sob tortura, ele é condenado à morte como “herege obstinado e ímpio...O seu principal acusador, o cardeal Bellarmino, será mais tarde canonizado e, em 1930, proclamado “Doutor da Igreja”.
- Século IX: guerras nos Balcãs, ex-Iugoslávia, de católicos contra ortodoxos. pelo simples motivo: O patriarca de Constantinopla pretende que se deve utilizar o pão com levedura para a Eucaristia. O Papa, bispo de Roma, afirma que se deve usar pão sem levedura. Com base neste problema de capital importância, a cristandade se divide, e os dois patriarcas, de Roma e de Constantinopla, se excomungam mutuamente. O Cisma vai provocar mortes até aos anos 90
- Anos 1347 a 1354: Morte Negra; onde a igreja católica culpa os judeus por essa peste e milhares de judeus são mortos por serem o "tal" precursor dessas moléstias.
- Etc - pois tem muito mais atrocidades da igreja católica.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Thomas Sankara 1/4 | La Révolution







Publicado em 19 de abr de 2015
Documentaire exclusif réalisé le: 21 juin 1984